segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Receita de Bolo: Como Criar um Conflito Insolúvel


1. Junte na mesma questão valores, interesses e/ou identidades diferentes. Distorça-os a gosto e misture-os bem até que eles sejam percebidos como incompatíveis.
2. Escale o conflito com o objetivo de satisfazer apenas as suas necessidades e desconsiderando as necessidades da outra parte.
3. Transforme a outra parte em adversário.
4. Use coerção ou violência para impor custos ao adversário.
5. Mobilize-se. Devote tempo, recursos e esforços para encontrar uma solução que satisfaça 100% dos seus objetivos, sem levar em consideração os interesses do adversário.
6. Transforme o adversário em inimigo.
7. Alargue o conflito e introduza aos poucos outras pessoas ou grupos não diretamente relacionados à discordância original de maneira a aumentar o numero de aliados. Utilize partes não relacionadas ao conflito para dar mais consistência e aumentar poder sobre o inimigo.
8. Polarize. Introduza novos assuntos ao conflito de maneira a torná-lo mais complexo e aumentar a área de atrito. Importante: desconsidere completamente o mérito individual de cada um dos assuntos introduzidos. Assuma que o inimigo, por definição, está sempre errado.
9. Torne vencer mais importante do que ser justo.
10. Deixe o conflito crescer até que o relacionamento entre os inimigos esteja muito comprometido.
11. Invista na dissociação com os adversários. Recheie a massa com a mistura da diminuição do contato físico com o inimigo; com a promoção da sua desumanização.
12. Salpique a comunicação com o inimigo com mensagens de coerção e ameaças.
13. Jamais tente entender o ponto de vista do inimigo. Tentativas de comunicação civilizada tendem a diminuir o crescimento da massa do conflito.
14. Cubra o conflito com argumentos unilaterais. Agarre-se a eles e intensifique ações contra o adversário continuamente. Convença-se de que não existe alternativa senão intensificar o conflito.
15. Caia na armadilha: dedique cada vez mais tempo, esforço, recursos ao conflito. Não leve em consideração a eficiência desta estratégia. Pensar em resolução utilizando métodos pacíficos ou comunicação com a outra parte pode resultar na sua redução ou eliminação. A comunicação honesta e racional entre adversários pode acabar com as discordâncias.
16. Sirva muito quente.
Baseado no "Modelo de Dinâmica de Escalação de Conflitos" (LeBaron, M., & Pillay, V. (2006). Conflict Across Cultures: A Unique Experience of Bridging Differences. Boston: Intercultural Press).

 
Elton Simões mora no Canadá há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). 

Da série 12 capítulos para você ler, entender e crer antes de morrer

II) Gênesis 3 - A queda da humanidade

 
 

Versículos selecionados

 
 

6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.

  
 

19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

 
 

23 O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

12 capítulos da Bíblia para você ler, entender e crer antes de morrer


Hoje começa uma série de 12 capítulos que considero essenciais para a fé cristã. Será publicado um de cada vez, aumentando a expectativa sobre os escolhidos. Comentem e apostem quais serão e depois confiram quantos vocês acertaram.

 
Não trarei todo o texto dos capítulos, mas apenas alguns versículos centrais, convidando-os a conhecerem o texto integral. Caso considerem que outros versículos mereciam destaque, critiquem à vontade.


Vamos começar pelo começo de tudo.

I) Gênesis 1 - A História da Criação
  
Versículos selecionados:
  
1 No princípio, criou Deus os céus e a terra.

  
27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 

 
Capela Sistina - Michelangelo

 

31 Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.

 
O texto utilizado é da Bíblia Almeida Revista e Atualizada. As fotos são da Bíblia Digital Glow.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Deus Bailarino


"O que acreditamos a respeito de uma coisa determina a maneira como nos relacionamos com ela. Eu, por exemplo, gosto de brincar com cachorros, mas se percebo que um cachorro é bravo, fico longe dele; mas se é brincalhão, chego perto. Assim é também com o mundo. Antigamente, acreditava-se que o mundo era uma estrutura hierarquizada, sempre do mais complexo ou poderoso para o mais simples ou fraco, sendo que Deus ocupava o topo da pirâmide. O imaginário das pessoas era construído a partir das relações entre reis e súditos, senhores e escravos, generais e soldados, e assim por diante. Cada um tinha seu papel e quase todo mundo se respeitava. Naquela época, a Igreja tinha autoridade, e quem não concordava com o que ela dizia morria na fogueira - mesmo que essa Igreja dissesse que índios e escravos não tinham alma e que o sol girava ao redor da Terra.

Quem acredita numa realidade estruturada a partir de autoridade e poder acha que a fé em Deus resolve tudo; afinal de contas, "agindo Deus, quem impedirá?". Basta orar com fé e esperar a cura, a prosperidade, a volta do marido, a libertação do filho, enfim, a solução de qualquer problema. Deus manda, o resto obedece. Tudo quanto se tem a fazer é aprender os truques para fazer Deus mandar exatamente o que a gente quer que ele mande. Surgem então as correntes de fé e as ofertas compensadoras da falta de fé, e, principalmente, os gurus que sabem manipular Deus em favor de quem paga bem. Feitiçaria pura.

 
[...]

Quem acredita no mundo como um ser vivo onde cada ser e cada relação é singular, não consegue se submeter a esquemas, não tem a pretensão de gerenciar pessoas, não confia em métodos e nem se impressiona com números, estatísticas e probabilidades. Prefere outros caminhos. Escolhe o caminho da intimidade com o outro; encanta-se com o mistério do sagrado; maravilha-se com a diversidade; presta atenção no jovem em conflito; ouve os dramas do homem que não pára em emprego; fica em silêncio diante da dor e se ajoelha para orar antes de dar um passo sequer em qualquer direção. Esses não se dão muito bem com o Deus-general, ou o Deus-relojoeiro. Curtem mais o Deus-bailarino."

Kivitz, Ed René.Outra espiritualidade: fé graça e resistência / Ed René Kivitz - São Paulo: Mundo Cristão, 2006.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dos Mestres que me cercam


DEUS

Pensei em escrever algo grande sobre Deus
De repente deparei-me com u'a questão:
_Um ser tão pequeno e finito como eu
Escrever sobre o Autor da Criação?
  
O que dizer sobre o Rei do Universo?
Meditei e analisei... logo cheguei à conclusão
Dissertar sobre um tema tão complexo
Só mesmo com humildade e vera adoração.
  
Sua grandeza a do mundo ultrapassa,
Seu amor, ninguém jamais pôde medir.
Não me contenho quando penso em Sua graça
Humanizando-se só pra me remir.
  
O que dizer de Sua onisciência
Quando sonda nossos pobres corações?
Só nos resta clamar-lhe complacência
E que perdoe nossas tristes pretensões.
  
Quando penso em Sua onipotência
Um temor reverente então me invade
Então, O adoro em plena consciência
Venerando a Sua santidade.
  
Ele é Eterno, é também Onipresente
É Glorioso, é Justo e é Fiel.
Para todos é o Amigo Confidente
Sua Verdade é escudo e é broquel.
  
Nele, jamais houve uma mudança,
Ele é Imutável em todo o Seu ser.
Ele é Deus Forte, merecedor de confiança
E contra Ele, não adianta combater.
  
Ele é Bondoso e tem misericórdia
É Longânimo e é o Doador da Vida
Desfaz aqui do mundo a discórdia
E pune toda injustiça cometida.
  
Prostrado venho a Ele me render
Tributar-Lhe glória, honra e adoração
Num gesto mui singelo agradecer
Pois em seu Filho eu tenho a salvação.

 
Natanael Santos
Silver Spring, MD – USA
30 de janeiro de 2009

"Encontrando Deus no Cinema"


Livro que Recomendo. Minha "Chefe de gabinete" escreveu esta preciosidade, com prefácio de Russel Shedd e indicação de Osvaldo Paião.

 
Mais informações em http://www.julianaschead.com.br
JULIANA SCHEAD DOS SANTOS NADER, formada em Direito desde 1999 pela Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC, em Lages - SC, com Pós Graduação em Processo Civil pela mesma instituição, é funcionária pública estadual do Poder Judiciário de Santa Catarina desde 1996, exercendo suas funções junto ao Fórum da Comarca de Concórdia/SC. É casada com Norton, e mãe de Samuel e Rafael. A família congrega na Comunidade Cristã Vida na referida cidade.

 

Prefácio
Filmes escritos e produzidos por não cristãos, não me parecem o meio mais promissor para encontrar verdades profundas ou mesmo rasas. Se somos convencidos de que filmes de Hollywood têm feito muito mal com sua violência, seu leviano compromisso com o casamento e com os valores mais preciosos da família, como esperaríamos encontrar no meio do joio preciosos grãos de trigo? Mas se restam uns vestígios da imagem de Deus no homem caído, se existem alguns traços de bondade na consciência dos filhos de Adão e Eva, talvez a autora, Juliana Schead, tenha algo de bom a nos ensinar.
Ao ler este livro, não pude deixar de me surpreender com os valores que alguns filmes conseguem exaltar. Fui criado pela velha escola, que enfatizava que tudo que emana de Hollywood é contaminado pelo Diabo, mas agora percebo que, para pessoas sábias, que discriminam entre o valioso e o destrutivo, nossa autora tem uma mensagem importante a repartir. Continuo vendo imenso perigo na assistência de filmes que não têm possibilidade de glorificar a Deus, enquanto estou persuadido de que alguns filmes têm maior chance de fazer bem do que mal, especialmente se fecharmos os olhos e ouvidos à profanação e à falta de padrões de pensamento e comportamento bíblicos. "Ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem- -se de toda forma do mal" (1 Ts 5.21,22).
Daí a importância deste livro. Como é muito difícil, senão impossível, avaliar um filme pelo título ou pelo trailer, este livro preenche um vácuo profundo. Agora será muito mais fácil escolher DVDs que entretêm e transmitem uma mensagem valiosa. Os filhos que passam o dia sob a influência de professores, livros, revistas e amigos que não têm amor à verdade do Evangelho carecem de influências que possam moldar suas mentes com histórias que demonstram caráteres deveras cristãos.
Acredito que este livro terá boa aceitação. Acredito que não cristãos devem buscar orientação neste livro porque, juntamente com o enredo dos filmes, a autora teve a feliz oportunidade de apresentar o Evangelho numerosas vezes.
A Deus toda a glória!

 

Dr. Russell P. Shedd
Ph.D. em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, Escócia; Conferencista, escritor, consultor das editoras Vida Nova e Shedd Publicações
  

domingo, 29 de janeiro de 2012

Máquinas produtoras de vida


"...'Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?' (Rm 6.16) Paulo está dizendo que até quem é salvo por Cristo pode, em suas palavras e ações do dia-a-dia, produzir vida ou morte. A realidade terrível é que podemos frequentar a igreja de forma regular, ler a Bíblia diligentemente, trabalhar em um ministério cristão e, mesmo assim, ser o que Schaeffer denomina 'máquinas produtoras de morte' - 'vivendo contrário à nossa vocação, entregando-nos ao Diabo e, assim, produzindo morte neste mundo pobre'.
  
Como saber se estamos produzindo vida ou morte? Se nossa vida exibe a beleza do caráter de Deus. Quando as pessoas vêem o modo como você vive, elas são atraídas para mais perto de Deus ou são afastadas de Deus? Quando observam o modo como você trata os outros, elas acham o evangelho mais acreditável ou menos acreditável? Este é o padrão por que devemos medir nossas ações. Os cristãos são chamados para ser 'máquinas produtoras de vida', demonstrando por nossas ações e caráter que Deus existe. Podemos pregar a um Deus de amor, ter oportunidades para alcançar milhares de pessoas por nossos ministérios e igreja, mas se os não-crentes não observarem o amor visível nesses ministérios, igrejas e organizações cristãs, então arruinamos a credibilidade de nossa mensagem.
  
'O meio é a mensagem' usando a famosa frase de Marshall McLuhan. E para os cristãos, o meio é o modo como tratamos uns aos outros. 'Nisto conhecerão que sois meus discípulos', disse Jesus, 'se vos amardes uns aos outros' (Jo 13.35). A estratégia de Deus para alcançar um mundo perdido, pelo exemplo da igreja, é agir como demonstração visível de sua existência.
  
(Pearcey, Nancy. Verdade Absoluta, libertando o Cristianismo de seu Cativeiro Cultural. 1ª edição, 2006, Editora CPAD, Rio de Janeiro - RJ, página 404)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Alcançando altas nuvens




Da minha sacada (deitado na rede), presenciei uma cena inspiradora. Num céu cheio de centenas de pássaros percebi que uma meia dúzia voava sem qualquer esforço. E melhor, eles subiam em direção às nuvens. Não batiam as asas e subiam numa espiral invisível, enquanto as andorinhas batiam suas asas freneticamente apenas para manter a altitude.


Eu já sabia o segredo, pois me foi revelado pelo meu amigo Cláudio Sorriso, amante do esporte de parapente (Deus me guarde). Ele me explicou que há correntes de ar quente que sobem do chão até as alturas e os pássaros a conhecem e a usam para subir. Explicou que os "loucos" por voar seguem os pássaros e conseguem subir para que o voo do paraquedas sejam mais demorado.

Lembrei-me desta lição e observei que os pássaros espertos, quando chegaram bem no alto, pararam de subir em círculos e, aproveitando-se da altitude, lançaram-se no infinito, num longo voo. Fiquei imaginando quão privilegiada devia ser a visão deles ao olhar a cidade lá de cima. Senti inveja e também quis ter asas...


Mas a cena tinha outra explicação no meu espírito. Entendi que o Espírito Santo, como vento veemente, é uma corrente de ar ascendente. Nele podemos subir aos lugares altos sem qualquer esforço, apenas deixando-se levar. Do alto teremos uma visão privilegiada do céu e do mundo que ficou embaixo. Dá para perceber a grandeza da criação e adorar Deus pelo seu cuidado para com seus filhos.


Aquele corrente de ar foi minha escada de Jacó, que ligava o céu e a terra. Não havia anjos, mas os mensageiros tinham asas. Em espírito pude voar e chegar mais perto de Deus e pude cantar "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bençãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo." (Efésios 1.4)


Olhai os passarinhos no céu...e pensai nas coisas que são de cima...tenha um bom voo em direção ao infinito.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A batalha das formigas


 No ano de 2010 presenciei uma batalha campal perto da praça de Concórdia. Como testemunhas do fato estavam meu sobrinho Gustavo e minha filha Ana Beatriz, que olhavam para tudo aquilo com o natural espanto das crianças. 

 
O local era uma escada. Ela uma luta dura de milhares contra milhares. Mas havia um grupo perdedor: as formigas menores. As maiores estava atacando o ninho e roubando os filhotes. As pequenas corriam desordenadamente, mas não conseguiam escapar. Muitas tentavam socorrer as larvas dos filhos, mas não sabiam para onde ir. Um grande grupo das pequenas isolou-se num canto, atônitas!
  
O grupo das "gigantes" estava bem organizado e podíamos ver a fileira que vinha desde o formigueiro delas até a entrada nos buracos abertos no concreto, que serviam de entradas do lar das pequeninas. Não havia muita esperança de sobrevivência para o futuro das formiguinhas.
  
Alguns detalhes chamavam a atenção. As menores eram em número bem maior. Mas faltava alguém que lhes dissesse. Dezenas fugiam de apenas um inimigo e nem pensavam em retaliar. Passei a explicar para minhas testemunhas que as pequenas perdiam a batalha por estarem desorganizadas e por não saberem para onde ir. Cada uma corria para um lado.
  
Como nós víamos tudo do alto, ficava fácil para perceber que havia uma boa rota de fuga e que dava para fazer barricadas e enfrentar o inimigo. Mas as pequenas estavam morrendo, correndo e perdendo os filhos na ignorância.
  
Desejei poder me comunicar com as pequenas. Dizer-lhe que dava para lutar e vencer. Que bastava um pouco de estratégia para vencer as gigantes, pois elas eram grandes mas lentas e vinham todas em fila, facilitando a defesa. Comentei com minhas testemunhas a ideia, mas não arrisquei passar por louco pela vizinhança.
  
Mesmo que eu soubesse falar o "formiguês" eu era grande demais para ser bem entendido. Eu precisaria estar do tamanho delas para ser ouvido. E isto pareceu uma loucura ainda maior. Eu jamais ia deixar tudo para trás para viver como uma formiga.
  
A batalha estava perdida, pois não havia ninguém com capacidade para comunicar-se com as formigas menores. Fomos embora e sempre lembramos da maior batalha que presenciamos.
  
Mas a história me serviu de lição. Lembrei que somos como formigas pequenas, correndo para lá e para cá, perdidos, fugindo e perdendo os filhos para inimigos bem maiores do que nós. Nesta batalha diária não há esperança de vitória e alguns escolhem um canto e ficam esperando a lutar passar. Outros carregam os filhos tentando salvá-los. Alguns se lançam do precipício do degrau da escada.
  
Mas há alguém que viu nossa situação do alto. Olhando desde os céus Jesus viu que erámos errantes, como ovelhas sem pastor e teve compaixão de nós, ou seja, sentiu as nossas dores, assim como senti as dores das pequenas formigas, quando eram expulsas de casa.
  
Deus já havia tentado falar do alto, mas sua mensagem não foi bem compreendida. Então Jesus veio como uma "formiga" e falando um fluente "formiguês" nos orientou a como defender nosso formigueiro, nossos filhotes e nos organizou para a batalha.
  
Com Jesus do nosso lado as formigas maiores vão bater em retirada e a paz voltará a reinar no formigueiro... O resto você já compreendeu.:)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A alegria secreta

Ninguém no mundo tinha mais razão para se sentir triste e miserável do que esse homem, e ainda assim ninguém foi mais alegre do que ele.

 
 

Seu primeiro lar era um palácio. Dispunha de muitos servos, o estalar de dedos mudava o curso da história. Seu nome era conhecido e amado. Ele tivera tudo - riqueza, poder e respeito.

 
 

E, agora, ele não tinha nada.

 
 

Estudiosos desse fato ainda hoje refletem sobre ele. Historiadores têm dificuldade de explicá-lo. Como poderia um rei perder tudo de repente?

 
 

Uma hora vivia na realeza; logo a seguir se achava na pobreza.

 
 

Sua cama, na melhor das hipóteses, era um colchonete emprestado; muitas vezes era o chão duro. Nunca possuiu sequer um modesto meio de transporte e dependia de doações para o seu sustento. Muitas vezes tão faminto, que comia grãos crus ou apanha frutos nas árvores. Sabia o que é se molhar na chuva e sentir frio. Sabia o que era não ter um lar.

 
 

O ambiente desse palácio era absolutamente limpo; mas agora estava exposto à sujeira. Nunca conheceu a enfermidade, mas agora estava cercado de enfermos.

 
 

No seu reino era reverenciado; agora era ridicularizado. Seus semelhantes tentavam linchá-lo. Alguns o chamava de lunático. Sua família tentou impedir que saísse de casa.

 
 

Aqueles que não o ridicularizavam tentavam usá-lo. Queriam favores. Queriam truques. Ele era uma espécie de novidade. Eles queriam ser vistos com ele, isto é, até que estar com ele saiu da moda. Então eles queriam matá-lo.

 
 

Ele foi acusado de um crime que nunca cometeu. Falsas testemunhas depuseram contra ele. O júri era fraudulento. Não lhe foi dado um advogado de defesa. Um juiz influenciado pela política decretou sua pena de morte.

 
 

Eles o mataram.

 
 

Ele partiu assim como veio - sem um centavo. Foi sepultado numa tumba emprestada, seus funerais foram financiados por amigos compassivos. Apesar de uma vez ter tido tudo, morreu sem ter nada.

 
 

Ele poderia ter-se sentido miserável e triste. Poderia ter-se sentido amargurado. Tinha tudo para se tornar um vaso cheio de ira. Mas não foi.

 
 

Ele era alegre.

 
 

[...]

 
 

Jesus personificou uma alegria indomável. Uma alegria que recusava a render-se diante dos ventos da adversidade. Uma alegria que ficava firme mesmo diante da dor. Uma alegria cujas raízes penetravam a rocha sólida da eternidade.

 
 

Max Lucado em "O Aplauso do Céu" (pgs. 6-8). Editora United Press.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Da minha monografia Liderança com Autoridade

Ouvir é uma das práticas mais difíceis na liderança, pois importa em dedicar tempo ao outro. Deixar de ouvir é não estar disponível, o que gera consequências desagradáveis. Pois,

Quando um líder com frequência dá ordens às pessoas ao redor, exigindo perfeição ou estando emocionalmente distante ou não-disponível, as pessoas tendem a se sentir assustadas e muito relutantes para se comprometer. Algumas vezes, tornam-se bastante desafiadoras e começam a reter informações intencionalmente (BOYATZIS, 2006, p. 48).

Mas ao ouvir com atenção o líder interage com os outros e tem a oportunidade de perceber o que está acontecendo ao seu redor. Do contrário, o líder terá o foco estreito, conforme a observação de Boyatzis e Mckee (2006, p. 122):

Devotar uma parte maior de um aspecto de nossa vida ou trabalho pode deixar menos espaço disponível para outros. Em nossa tentativa de sermos eficientes, ficamos cegos para qualquer coisa que não esteja relacionada com nosso foco. Com freqüência, deixamos escapar por completo uma solução criativa; a maneira nova de fazer algo; e até mesmo a maneira mais óbvia, porém nova, de agir de acordo com a situação. Quando a concentração se der sem que se envolva a consideração, haverá pouco espaço para as sutilezas. Com o passar do tempo, manter o foco estreito e ser polivalente são atitudes que levam à exaustão: nossos processos mentais são truncados e nossas reações emocionais se tornam imprevisíveis.

É da lição de Hunter (2004, p. 40)
que quando interrompo as pessoas no meio de uma frase eu envio três mensagens negativas: primeira, não estou prestando muita atenção no que o outro está dizendo, pois estou ocupado com a resposta; segunda, não estou valorizando a opinião do interlocutor e terceira, acredito que o que tenho a dizer é mais importante. Estas mensagens são desrespeitosas e os líderes não devem enviá-las.

Por isso, o referido autor (Hunter, 2004, p. 81)
ensina que prestar atenção às pessoas é o que realmente importa. A melhor maneira de fazer isso é ouvindo-as ativamente. Ouvir não é um processo passivo que consiste em ficar em silêncio enquanto outra pessoa fala. Na maior parte das vezes o ouvir é seletivo, com julgamentos sobre o que está sendo dito, buscando-se maneiras de terminar a conversa ou direcioná-la de modo mais prazeroso para nós. O mesmo autor (2004, p. 82)
menciona, mais adiante:

O ouvir ativo requer esforço consciente e disciplinado para silenciar toda a conversação interna enquanto ouvimos outro ser humano. Isso exige sacrifício, uma doação de nós mesmos para bloquear o mais possível o ruído interno e de fato entrar no mundo de outra pessoa – mesmo que por poucos minutos. O ouvinte ativo tentar ver as coisas como quem fala as vê e sentir as coisas como quem fala as sente. Essa identificação com quem fala se chama empatia e requer muito esforço.

E completa Hunter, (2004, p. 83): quando se ouve atentamente envia-se
mensagens conscientes e inconscientes a outra pessoa: a) que você realmente se importa; b) que a pessoa é importante; c) que você a valoriza. Algumas vezes as pessoas querem mais atenção ao que dizem do que o atendimento de suas reivindicações.

Sobre o mesmo assunto [saber ouvir], Goleman (2006, p. 102)
menciona:

O estilo de falar de uma pessoa oferece pistas sobre sua capacidade subjacente de saber ouvir com atenção. Durante alguns momentos de genuína conexão, o que dizemos é responsivo ao que o outro sente, diz e faz. Quando a conexão é ruim, porém, nossas comunicações tornam-se projetos verbais: nossa mensagem não muda de acordo com o estado da outra pessoa, simplesmente reflete a nossa. Saber ouvir faz toda a diferença. Falar
com uma pessoa em vez de ouvi-la reduz a conversa a um monólogo.

Quando assumo o rumo da conversa falando com você, estou satisfazendo às minhas necessidades, sem levar em conta as suas. Ouvir, do contrário, exige que eu me sintonize com seus sentimentos, deixe você expressar sua opinião e permita que a conversa siga um curso mutuamente acordado. Quando os dois escutam, há um diálogo recíproco no qual cada um ajusta o que diz de acordo com o que o outro responde e sente.

Tentação de Cristo

Cristo foi àquelas terras "...conduzido...pelo Espírito ao deserto, pra ser tentado pelo diabo" (Mt 4.1). Como explicamos isso? A lista de lugares surpreendentes cresce mais uma vez. Se Jesus no útero, ou nas águas do Jordão, não surpreende você, no deserto irá fazê-lo. Por que Jesus foi ao deserto?

 
 

A expressão nova competição significa alguma coisa para você? Pela segunda vez na história, uma mente pura será desafiado pelo anjo caído. O segundo Adão veio para alcançar a vitória onde o primeiro fracassou. Jesus, contudo, enfrenta um teste muito mais severo. Adão foi testado num jardim; Cristo está num terreno completamente devastado. Adão enfrentou Satanás com o estômago cheio; Cristo está em um jejum. Adão tinha uma companhia: Eva. Cristo não tinha ninguém consigo. Adão foi desafiado a permanecer sem pecado num mundo sem pecados. Cristo, por outro lado, é desafiado a permanecer sem pecado num mundo dominado pelo pecado.

 
 

Desprovido de qualquer desculpa ou ajuda, Jesus desafia o Diabo a entrar na arena, "Você tem assombrado os meus filhos desde o início. Vamos ver o que consegue fazer comigo." E Satanás aceita. Durante quarenta dias os dois ficam frente a frente. O Filho dos Céus é tentado, mas nunca vacila; é provocado, mas nunca sede. Ele vence onde Adão fracassou. Essa vitória, de acordo com Paulo, é uma imensa vitória para todos nós: "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para a condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida" (Rm 5.18).

 
 

[...]

 
 

A arma escolhida para a sobrevivência de Jesus é a Palavra de Deus. Se a Bíblia foi suficiente para o seu deserto, ela não deveria ser suficiente também para nós? Não se engane aqui. Tudo o que é necessário para a sobrevivência no deserto está nas Escrituras. [...]

 
 

Confie nas Escrituras. Duvide das suas dúvidas antes de duvidar de suas crenças. Cristo disse a Satanás: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4.4). A palavra sai significa literalmente "jorra". O tempo do verbo sugere que Deus está se comunicando constante e fortemente com o mundo por meio da sua Palavra. Deus ainda está falando!

 
 

Agüente firme. O seu tempo no deserto vai passar. O de Jesus passou. "Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram" (Mt 4.11).

 
 

Max Lucado, no livro "O Salvador mora ao Lado", editora CPAD (www.cpad.com.br)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Filosofando

''O homem corajoso [...] é aquele que suporta ou teme as coisas certas, para o propósito certo, da maneira certa e no momento certo e que mostra autoconfiança semelhantemente. Pois o homem corajoso sente e age em conformidade com os méritos das circunstâncias e segundo o determinado pela razão. E toda atividade colima o fim que corresponde à disposição da qual é ela a manifestação. Assim, é o que ocorre com a atividade do homem corajoso: sua coragem é nobre e, portanto, seu fim é a nobreza, pois uma coisa é definida por seu fim; consequentemente, o homem corajoso suporta os terrores e ousa realizar as ações que manifestam coragem pelo que é nobre." Aristóteles (384-322 aC). Ética a Nicômaco. Edipro, Bauru - SP, 2009

Compare com

"Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia [mérito das circunstâncias e razão], e corramos com paciência a carreira que nos está proposta [sentir e agir com coragem], olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo que gozo que lhe estava proposto [propósito certo], suportou a cruz [suportou o terror], desprezando a afronta [ousou realizar], e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo [manifestou coragem pelo que é nobre, a salvação], para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos [ausência de autoconfiança na vida cristã]. Livro Bíblico de Hebreus, capítulo 12, com inserções entre chaves.

Comentário:

Para ser cristão verdadeiro é preciso coragem agir conforme modelo desejado por Deus, abandonando o embaraço e o pecado, percorrendo a carreira em direção ao céu, tendo Jesus como exemplo supremo da coragem. A isto chamo também sabedoria, ou seja, a habilidade de escolher o alvo mais nobre, usando para isto o melhor caminho e os melhores meios. A salvação em Cristo Jesus é a Sabedoria por excelência, pois escolhemos o alvo mais nobre: a vida em Cristo Jesus, o melhor caminho [Jesus mencionou ser ele também o caminho, e ainda a porta] e os melhores meios, quais sejam a Graça de Jesus, o Amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo. O resto é covardia.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cidade de Hebrom

Introdução: Hebrom era chamada Quiriate-Arba em homenagem a Arba o maior dos Enaquins (Js 14-15). Ela era muito antiga e foi construída 7 anos antes de Zoã no Egito (Nm 13.22). Tinha mais de 700 anos (Hoje tem mais de 4.000 anos). Era uma cidade fortificada com muros e habitada pelos descendentes de Enaque, homens de grande estatura, há uns 29 km a sul de Jerusalém. Seu nome significa União, Companhia, Confederação, aliança.

 
 

Objetivo. Com uma moldura histórica e geográfica visa falar sobre eclesiologia, comparando a Igreja com a cidade de Hebrom. A cidade de Hebrom serve como tipo da Igreja, o mistério escondido em Deus (Ef 3.8-11), prometido pelo Salmista (Sl 22.30-31) como o povo que havia de nascer.

 
 

I - Cidade da Promessa

1 - Deus fez promessa a Abrão e ele foi morar em Hebrom - Gn 13-14-18

2. Ali Abraão comprou um pedaço de terra - Gn 23

2. Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó ali moraram e foram enterrados Gn 49.29-33

 
 

II - Cidade da Visão

1 - Doze espias foram enviados do deserto de Parã e eles chegaram a Hebrom - Nm 13.21-22

2 - Ali foi visto que a terra era boa com uva, romã e figos Nm 13.23-24 no vale de Escol

3 - Dez espias viram dificuldades (Nm 13-26-33 ) mas Josué e Calebe anteviam a vitória (Nm 14-7-9)

 
 

III - Cidade da Conquista

1 - Calebe recebeu promessa de Deus Js 14.6-9

2 - Passou-se 45 anos e a promessa continuava valendo Js 14.10-11

3 - Calebe conquistou a região de Hebrom Js 14-12-15 e 15.13-19

Local de descanso da guerra Js 14.15

Local de Fontes inferiores e fontes superiores Js 15.19

 
 

IV - Cidade de Refúgio Js 20 e Nm 35.9-34

1 - Havia um tribunal na Porta Js 20.4

2 - Garantia livramento do vingador de sangue, com a concessão de uma casa

3 - Ficava sob proteção da vida do sumo-sacerdote

 
 

V - Cidade dos Levitas Js 21 e Nm 35.1-8

1 - Habitada pelos coatitas (descendentes de Levi) responsáveis pelos objetos do tabernáculo Nm 3.29-31

2 - Habitada pelos sacerdotes Js 21.13

3 - A Lei a ali era conhecida por causa dos levitas e sacerdotes

 
 

VI - Cidade do Reinado de Davi 2Sm 2.1-4

1 - Local da Revolta de Absalão 2 Sm 15.7-10

2 - Sede do reinado parcial do Rei Davi por sete anos e meio 2 Sm 5.5

3 - Cidade do nascimento de filhos a Davi 2Sm 3.2-5

 
 

Conclusão: Salmo 133. A cidade foi reforçada por Roboão (2Cr 11.10) e os judeus a reedificaram quando voltaram do cativeiro (Ne 11.25). Hebrom, ou antes, el-Khalil, é ainda um lugar de considerável população e importância , ocupando rampas do vale que ainda hoje produzem as mais belas uvas e azeitonas

 
 

Bibliografia:

1) Buckland, Dicionário Bíblico Universal, Editora Vida, São Paulo, 1997;

2) Boyer, O.S. Pequena Enciclopédia Bíblica, Editora Vida, São Paulo, 1978

 
 

Referência:

1) http://www.hebron-city.ps/english.php

 
 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cânticos – Um novo olhar sobre os Salmos


SENHOR, QUEM poderá viver na tua presença?
Quem terá livre acesso ao Lugar Santo onde Tu vives?


Quem é honesto e sincero em tudo quanto faz,
Quem pratica a justiça e fala sempre a verdade, do fundo do coração.


Quem não usa suas palavras para destruir outras pessoas,
não prejudica de propósito seu semelhante
e não repete boatos e mexericos.


Quem despreza o pecador rebelde e condena abertamente o pecado,
Quem respeita e elogia os adoradores do Senhor;
Quem sofre prejuízo mas não deixa de cumprir a palavra dada.


Quem empresa seu dinheiro aos necessitados sem cobrar juros;
Quem se recusa a mentir por dinheiro para condenar uma pessoa inocente.
Um homem assim permanecerá firme para sempre na presença de Deus.


Salmo 15 (A Bíblia Viva - 8ª ed., 1995)
 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

7 fatos importantes sobre a morte de Cristo


1. Enquanto a morte de Cristo é de valor inestimável para os homens, ela é de muito maior valor para Deus. Ninguém, exceto o próprio Deus, poderia perceber o que significa para Ele ter o caminho claro pelo qual Ele pode, sem manchar a sua própria santidade, salvar e justificar aqueles que nada fazem além de crer em Jesus (Rm 3.24-26)   

2. A morte de Cristo apresenta um sacrifício de proporções infinitas. Nada dentro do alcance das coisas finitas pode ser usado para ilustrar tal imolação. Nenhuma mente humana pode esperar ter uma noção de seu conteúdo pleno ou captar a sua importância plena.
 
3. A morte de Cristo foi necessária como a única solução para o problema do mal, mesmo dentro do raio das possibilidades divinas; e, portanto, não há um substituto para ela, uma escolha opcional, nem qualquer salvação à parte dela.

4. Por ser a solução planejada pelo próprio Deus de Seu maior problema – a questão do pecado – igual a todas as Suas obras, é eficaz a ponto do infinito. Nada dos valores humanos precisa ser acrescentado a ela; nem pode ela ser aumentada em valor por qualquer esforço humano onde ela é aplicada para o indivíduo.

5. A morte de Cristo proporciona uma base perfeita para uma salvação perfeita à parte de todos os julgamentos sobre o pecador. Quando o pecador vem a Deus com base nessa morte, Deus não o pune, não oferece uma censura, nem requer uma compensação. 

6. Pela morte de Cristo há uma redenção perfeita em relação ao pecado, uma reconciliação perfeita com relação ao homem, e uma propiciação perfeita em relação a Deus.

7. Por causa da extensão do valor da morte de Cristo e da perfeição desse valor em todas as suas partes, nenhuma outra obrigação recai sobre os homens que seriam salvos além de entrarem nela por receber a Cristo, com tudo aquilo que Ele é, e com tudo o que ele fez, como o suficiente Salvador deles.

(Chafer, Lewis Sperry. Teologia Sistemática / Lewis Sperry Chafer ; (tradução Heber Carlos de Campos). São Paulo: Hagnos, 2003. Página 217)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Aprendendo com o fracasso

“Todos os sucessos e fracassos que você já experimentou podem ser uma valiosa fonte de informações e sabedoria – se você permitir. Os sucessos ensinam o que você é capaz de fazer e geram confiança. Mas os fracassos, muitas vezes, oferecem lições importantes. Eles revelam suposições equivocadas, falhas de caráter, erros de avaliação e métodos de trabalho ruins. Ironicamente, muitas pessoas odeiam tanto seus fracassos que os escondem rapidamente, em vez de estudá-los e aprender com eles.”

Maxwell, John C., 1947 – As 21 irrefutáveis leis da liderança: uma receita comprovada para desenvolver o líder que existe em você / John C. Maxwell; [tradução Alexandre Martins]. – Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007. Página 58

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Contribuição


 

        Romanos 8:28: E sabemos que todas
as
coisas

contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto. (grifei)

        

        O verbo contribuir, segundo o dicionário Aurélio, tem o sentido de "Cooperar; colaborar; concorrer; Ter parte (em um resultado). Assim, o sentido da palavra sempre nos lembra algo que veio para somar, acrescentar, trazer crescimento.


 

        Nesse versículo o apóstolo Paulo destaca que "todas as coisas" "juntamente" visam o bem daqueles que amam a Deus. O aparente pleonasmo (repetição) das expressões "todas" e "juntamente" serve para reforçar a idéia de que nada (nada mesmo) fica de fora da contribuição.


 

        É fácil compreendermos que o sucesso, as alegrias, os ganhos, as vitórias, as amizades fazem parte dessa contribuição. Até aí nenhuma novidade a respeito. Ninguém dúvida que estas coisas contribuem para o bem, que somam, que cooperam, que colaboram para o nosso bem estar.


 

        Mas e o fracasso, as tristezas, as perdas, as derrotas e as inimizades? E a doença que insiste em debilitar; A morte do amigo próximo; a desilusão da traição. Todas essas coisas contribuem para o bem? Paulo tinha certeza que sim. Mas como, se não vejo o propósito destas coisas? Não consigo enxergar além da escuridão que me cerca!


 

        Aqui começa o nosso exercício de fé: encarar os revezes como trampolim; as quedas como subida; as tristezas como motivo de alegria. O nosso crescimento intelectual e espiritual passa pela superação de traumas; pela coragem, apesar do medo; pela vontade de tentar de novo. Assim, se encarado pela perspectiva divina há uma contribuição de tudo para o nosso bem.


 

        Perceba: as derrotas nos lembram que somos vulneráveis e passamos a tomar cuidado com nossas próximas decisões. As tristezas farão que os nossos momentos de alegria sejam importantes. As perdas nos ensinam a não nos apegarmos a algo passageiro. A doença e a morte nos lembram que somos mortais e que precisamos buscar o que é eterno.


 

        Com essas conclusões, o amadurecimento conseguido nos leva mais perto de Deus. Pois é nele que encontramos força, paz, alegria perene, amigo leal, vitórias e, enfim, vida Eterna.


 

        Para que a verdade exposta por Paulo seja eficaz em sua vida é necessário que amemos a Deus. Pois é esse amor a Ele que nos fará enxergar contribuição naquilo que destrói, diminui, tira. Pois amando a Deus somos mais que vencedores vez que, no fim, o que importa é o Amor que temos por Ele. E esse amor é apenas reflexo do Amor primeiro, aquele que Deus tem por nós. Quando o amamos entendemos um pouco do seu grande amor e tudo o mais não passa de miragens no deserto da existência humana.


 

        Tudo contribui. E a primeira contribuição foi Deus quem deu: o seu Filho para que padecesse em nosso lugar, na cruz do calvário. Garantida a salvação de nossas vidas o resto, bem não passa de resto mesmo, contribuirá naturalmente para o nosso bem. Na matemática divina o zero multiplicado por zero dará somas astronômicas em nosso favor. O saldo negativo, acrescido de mais despesas, resultará em crédito.


 

        Espero que esse alerta, também contribua.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Buscando a relevância

Fugindo do anonimato

    Uma das grandes angústias da modernidade é a busca pelo sucesso pessoal. Qual é o meu papel no grande esquema de Deus? O que devo fazer para ser reconhecido pelos meus pares? Há uma missão especial para mim? Ninguém gosta de passar invisível por esta vida, de ser condenado ao anonimato. Ninguém quer ser representado pelo túmulo do soldado anônimo, mas reconhecido como herói de guerra. Todos querem estar no palco, fazer parte do show, conquistar seus "quinze minutos" de fama.

Nesta busca desenfreada pela relevância social você pode perder sua alma. Do que adianta conquistar o mundo inteiro e perder a sua alma? O sucesso embriaga e vicia. Cada vez precisamos de mais, num círculo vicioso que nos leva através de um turbilhão ao mundo do ostracismo, egoísmo e hedonismo. Pensamos em seguir o coelho num mundo de maravilhas, mas somos como cães seguindo suas próprias caudas.

Oh Deus, quais são os meus limites? Quais são os caminhos que o Senhor tem preparado para minha vida? Se for o anonimato dá-me um espírito quieto para aceitá-lo.

Perceba que, apesar de sustentar todas as coisas com a força do seu poder, Deus tem se mostrado anônimo na história dos homens. Considerando o tempo da humanidade, foram poucas as manifestações divinas (teofania), ainda que, quando elas aconteceram, mudaram o curso da história. O único e verdadeiro Deus nem é tão popular entre os homens que ele criou. E ele está preocupado com isto? Creio que não. Chegará o tempo em que todos precisaram reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor. Mas hoje Ele trabalha anonimamente entre os homens. Não é visto, mas sua voz é manifesta. Não é tocado e nem faz entradas triunfais, mas se manifesta secretamente nos corações, convertendo aqueles que aceitam abrir a porta ao que bate.

Deus dá um show cada manhã e a cada por do sol. Mas não está preocupado se vai receber aplausos por isso (ainda que Ele os mereça) e concede as bênçãos diárias independe do merecimento dos homens.

Então por que nós, meros mortais, criaturas com existência limitada estamos constante em busca de reconhecimento? O pouco que fazemos precisa ser ovacionado? Aí dos que estão por perto e não nos dão o necessário louvor. Serão tidos, em curto espaço de tempo, como ingratos, injustos, ignorantes e invejosos.

A busca por reconhecimento e relevância começou antes da fundação do mundo. Foi Lúcifer, o anjo mais poderoso criado por Deus, quem fez os primeiros planos para subir no palco. Ainda que ele tivesse a função mais relevante entre os seres até então criados, achou necessário subir um pouco mais. Ele dizia em seu coração: Subirei aos céus, erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; que me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo (Isaías 14.13-15). Esta loucura pela relevância o fez perder o seu posto e ele foi banido da presença de Deus e reservado para a condenação eterna no Inferno, onde ele será lançado, no tempo de Deus, com os anjos que o seguiram.

No Jardim do Eden Adão e Eva não foram tentados, se não pela busca da relevância. O Diabo (Lúcifer) os seduziu com a mesma proposta que criou para si: sereis semelhantes a Deus. Nossos pais (e nós neles) aquiesceram ao desejo e viram que o fruto proibido era desejável para se obter conhecimento. O veneno do orgulho campeou seus corações e eles saíram expulsos do "anônimo" Jardim do Éden para o palco do mundo. Estavam garantidos muitos séculos de fama. Seus nomes entraram para a história.

Mas, o legítimo proprietário do Trono, Aquele é que o resplendor da Glória de Deus; a expressão exata de Deus; a imagem do Deus invisível fez o caminho inverso. Possuidor da semelhança com o Pai não se apegou a este fato e caminhou para o anonimato, esvaziando-se a si mesmo, tornando-se homem, humilde, obediente e servo (Filipenses 2.5-8). Poucas pessoas (a maioria convocada por Deus) estiveram presentes num dos maiores espetáculos: o nascimento do Emanuel (Deus Conosco), Jesus Cristo o Filho de Deus. Foi um nascimento anônimo. Sua adolescência e juventude foram numa esquecida e desprezível cidade, donde nada de bom vinha. Quando passou a pregar, aos 30 anos de idade, poucas pessoas se animaram a seguir o carpinteiro (profissão bem discreta). O anonimato foi a marca de sua vida. Não tinha onde repousar sua cabeça. Vivia de favores dos outros. Sua morte (ou sacrifício pelos homens) não foi acompanhada por muitos, de forma que poucos soldados foram suficientes para garantir a segurança.

Ainda que Jesus seja todo relevante, Ele não buscou fugir do anonimato que lhe foi imposto. Como poderemos seguir os seus passos se, a todo o momento, buscando a relevância, o destaque e o aplauso. É tempo de que a nossa alegria seja que Ele cresça e nós diminuamos para que Jesus seja por todos conhecido.

A relevância não está no sucesso; está em conhecer a Deus. Nele podemos nos gloriar e deixarmos de ser anônimos, pois seremos dEle conhecidos.